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Comissão vai discutir permanência da empresa O Moinho em Santana

Comissão vai discutir permanência da empresa O Moinho em Santana

Kaká Barbosa determinou a criação da comissão para debater a situação da empresa O Moinho - Foto: Gerson Barbosa

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O presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), deputado Kaká Barbosa (PL), determinou a criação de uma comissão para discutir alternativas que permitam a continuidade das atividades da empresa O Moinho, do Grupo Soreidom Brasil, instalada no município de Santana. Em agosto, o grupo anunciou o fim da produção, alegando falta de incentivos fiscais, resultando na demissão de 300 funcionários.

O anúncio mobilizou a classe política santanense, que reuniu com dirigentes da empresa para compreender os motivos para o fim das atividades, bem como intermediar o diálogo junto ao Governo do Estado e outros setores para reverter a situação. O vereador Mário Brandão (PL) encaminhou um ofício ao presidente da Alap solicitando uma agenda entre a Câmara Municipal de Santana e o Legislativo estadual para tratar do assunto.

O documento, assinado por todos os vereadores de Santana, foi lido nesta terça-feira, 14, durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa. Ao anunciar a criação do grupo que vai tratar da permanência da empresa no Estado, Kaká demonstrou preocupação com a possibilidade real de demissão de 300 funcionários, que terá reflexo na vida dos seus familiares, afetando cerca de mil pessoas. “Precisamos buscar alternativas, através do diálogo com a empresa e outros setores envolvidos nessa questão, para que 300 trabalhadores, principalmente do município de Santana, não fiquem desempregados. Os poderes constituídos precisam achar uma solução para essa empresa não sair do Estado do Amapá”, argumentou o presidente da Alap.

Kaká convidou a deputada Edna Auzier (PSD) para liderar a comissão. “Conheço a empresa Soreidom, sei o quanto ela é importante para o desenvolvimento do Estado, na geração de emprego. Então, me coloco à disposição para que possamos, o mais rápido possível, iniciar esse diálogo”, afirmou a parlamentar.

Quando a empresa anunciou a paralisação das atividades no Amapá, argumentou que o motivo foi a falta de incentivos fiscais. Na época, o governo, através de nota, rebateu a informação, dizendo que concedeu vantagens para que o grupo pudesse atuar no Estado.

“Ao contrário do que afirma a empresa, em sua peça de comunicação, o Governo do Estado garante benefícios fiscais para a Soreidom, os quais foram fundamentais para a instalação da empresa no Amapá e para a continuidade das suas operações. Apenas um benefício fiscal pretendido pela empresa não foi concedido pela Sefaz, pois implicaria em majoração do preço do trigo no mercado local, bem como de produtos derivados, como pães, bolos, pizzas e outros produtos comercializados em padarias, lanchonetes e restaurantes, resultando em prejuízo para toda a população amapaense”, diz um trecho da nota.

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