Infraestrutura

Senador cobra pavimentação e manutenção da BR-156

Senador cobra pavimentação e manutenção da BR-156

Durante o período chuvoso, motoristas enfrentam buracos, valas e lama na BR-156

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Percorrer os 260 quilômetros do trecho sul da BR-156 continua sendo um transtorno para quem precisa se deslocar entre Macapá e Laranjal do Jari. A falta de pavimentação e de manutenção da estrada torna a viagem demorada e arriscada. Em média, motoristas levam mais de seis horas para concluir o trajeto. A rodovia, que corta o Amapá de norte a sul, é considerada a obra inacabada mais antiga do país, iniciada em 1932.

Nesta sexta-feira, 19, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou dois ofícios, um destinado ao ministro da infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e outro ao diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Antônio Leite Filho, solicitando providências para manutenção e pavimentação do trecho sul da BR-156.

Há nove anos, senador Randolfe Rodrigues vem cobrando a conclusão das obras da BR-156

“Desde 2011, quando assumi meu primeiro mandato, cobro das autoridades a finalização dessa obra que se arrasta há décadas, tanto no trecho sul, que liga a capital Macapá ao município de Laranjal do Jari, quanto no trecho norte, que segue até Oiapoque. Perdi a conta de quantos ofícios, representações, audiência e visitas já realizamos”, criticou o senador.

Em 2019, os órgãos federais chegaram a anunciar parcerias e convênios para garantir a finalização das obras, com a participação do Dnit e do Exército Brasileiro. Mas, em setembro de 2019, houve rescisão do contrato de R$ 128 milhões entre o Dnit com a Secretaria de Estado dos Transportes do Amapá (Setrap) e o consórcio de empresas, referente à pavimentação de 61 quilômetros do trecho sul da BR-156. Os 260 quilômetros sem pavimentação foram divididos em quatro lotes.

Durante o inverno amazônico, que dura aproximadamente seis meses, as condições da estrada ficam bem complicadas. Buracos, valas e muita lama desafiam os motoristas. As pontes em madeira, que cortam os rios e igarapés ao longo da rodovia, também necessitam de manutenção. “Precisamos assegurar pelo menos que a pessoas consigam se locomover. É uma vergonha e é desumano o que tem acontecido. Há anos trato sobre isso e não conseguimos avançar e resolver definitivamente”, argumentou o parlamentar.

No trecho norte, o governo federal retomou as obras de pavimentação de um lote entre Calçoene e Oiapoque, com recursos alocados pela bancada federal. São pouco mais de 100 quilômetros que não estão asfaltados.

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