Nogueira nega desvios de recursos e diz que não faltou merenda escolar em sua gestão

  • Ex-prefeito negou que tenha cometido qualquer desvio de recursos destinados à merenda escolar
    Ex-prefeito negou que tenha cometido qualquer desvio de recursos destinados à merenda escolar
Não houve desvio de dinheiro porque não faltou merenda nas escolas durante os 8 anos do meu governo na PMS. —   Antonio Nogueira - ex-prefeito de Santana

No fim da tarde desta quarta-feira, 6, o ex-prefeito de Santana, Antonio Nogueira (PT), se manifestou sobre a ação de improbidade ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra ele e outras duas pessoas que integravam a Comissão Permanente de Licitação (CPL), entre os anos de 2011 e 2012, acusados de desviar R$ 900 mil da merenda escolar. Nogueira nega as acusações, afirma que não faltou merenda nas escolas durante sua gestão e que o MPF desvirtua o entendimento da Controladoria-Geral da União (CGU). "Não houve acusação de desvio de recursos. A CGU alega que houve impropriedades, mas não desvio de dinheiro", rebate o ex-prefeito.

Leia a nota na íntegra:

Sobre o processo do ministério público a respeito de merenda escolar na gestão do prefeito Nogueira 2011/2012

Soube hoje, pela imprensa, de um processo que o Ministério Público ingressou na justiça contra mim e mais duas pessoas que trabalharam comigo há mais de seis anos (2011 e 2012), quando eu exercia o cargo de Prefeito de Santana.

Segundo a notícia, o MPF me acusa de desvio de dinheiro na ordem de 900 mil reais, o que não é verdade, pois ele confunde o que a CGU chamou de “conduta vedada” (impropriedades formais administrativas), transformando, de má-fé, essa nomenclatura, em “desvio de dinheiro público”.

Não houve desvio de dinheiro porque não faltou merenda nas escolas durante os 8 anos do meu governo na PMS. E era merenda regionalizada, onde até açaí era servido para os alunos.

Alguns dias que faltaram leite, foi em razão da falta do produto no mercado estadual por quase uma quinzena e, mesmo assim, não faltou merenda, pois o leite foi substituído por outros produtos, até o reabastecimento do mercado local.

O que, na verdade, a Controladoria Geral da União identificou, foram impropriedades nos trâmites dos processos licitatórios, sendo uma das constatações a alta exigência documental para participação no certame licitatório.

Ora, essa era uma exigência geral da minha gestão. Todas as empresas deviam ter documentos e comprovar que teriam condições de entregar o produto licitado.

Outra acusação noticiada, foi a de que as empresas que ganharam eram “empresas de fachada” que haviam alterado legalmente sua documentação três meses antes da licitação.

Ora, isso não caberia a mim verificar e nem constitui crime. A lei não proíbe essa prática. Eu contratei quem ganhou, quem ganhou entregou e recebeu pelo pagamento, sem que faltasse merenda nas escolas municipais de Santana.

O custo total da merenda escolar no meu último ano de gestão (2012), foi de 1,3 milhão de reais e não faltava merenda nas escolas.

Já no ano de 2013, no governo do prefeito que me sucedeu, a merenda passou para 2 milhões de reais e faltava constantemente, sendo notícia semanal nos meios de comunicação, com crianças saindo cedo da escola, o que merece ser fiscalizado pela CGU e pelo Ministério Público.

Finalizando, informo que essas despesas com merenda da minha gestão estavam publicadas no Portal da Transparência, no varejo.

Depois que eu saí, acabaram com o Portal da Transparência e ninguém mais sabe de nada, nem fiscaliza e nem denúncia.

ANTONIO NOGUEIRA, ex-prefeito de Santana/AP

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