Sem ar-condicionado, alunos e professores sofrem com o calor em escola municipal

  • Com salas sem refrigeração, alunos são obrigados a estudar no calor
    Com salas sem refrigeração, alunos são obrigados a estudar no calor
Desde que começou, venho buscar minhas filhas mais cedo, devido não ter central de ar nas salas —   Maria da Costa - mãe de aluno

“As salas são quentes demais, não tem como os professores ensinaram e, muito menos, como os alunos aprenderem”! O desabafo é de uma mãe que tem duas filhas matriculadas na Escola Municipal Padre Ângelo Biraghi, localizada no bairro Paraíso, em Santana. A instituição que passou cerca de três anos com as atividades paralisadas por conta das obras de reforma, iniciou o ano letivo atrasado e já enfrenta problemas. O calor tem sido uma das principais reclamações.

De acordo com denúncias, desde que as aulas iniciaram, no dia 30 de abril, os alunos são liberados mais cedo, pela manhã, às 10h30, e no período da tarde, às 16h. O que tem provocado a indignação dos pais. “Desde que começou, venho buscar minhas filhas mais cedo, devido não ter central de ar nas salas”, afirmou a dona de casa, Maria da Costa.

Não bastasse o calor que prejudica o desenvolvimento das atividades em sala de aula, os pais também reclamam da obra inacabada. “Quatro salas ainda não foram entregues e você não encontra funcionário trabalhando na escola. Dentro da instituição está imundo, ainda com a sujeira da reforma, material de construção, inclusive com prego, oferecendo risco aos alunos. Quando chove, a escola alaga”, relatou a mãe.

A denúncia foi levada à Câmara Municipal de Santana. O vereador Genival Oliveira (PMB), antes, líder do governo municipal na Casa, se posicionou contra as irregularidades e pediu providências para o caso. “Há relatos de que um aluno já desmaiou por causa do calor. É uma obra feita sem planejamento, a quadra da escola tomada por mato. Cadê as 30 centrais de ar que foram teoricamente arrecadas durante o carnaval. Estão tirando central de ar de um local para colocar em outro, para fazer mídia. É preciso se posicionar, sim, porque não é o filho do prefeito que está lá, mas são os filhos das pessoas que acreditaram na gente. Cadê o planejamento e comprometimento com a educação?”, questionou o parlamentar.

As obras de reforma da instituição se arrastavam desde 2015. O projeto foi orçado em aproximadamente R$ 1,048 milhão, oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) com contrapartida da Prefeitura de Santana e previa ambiente para educação especial, totalizando cerca de 13 salas adaptadas com rampa de acesso para cadeirantes, quadra esportiva e horta. Com a reforma, a escola deveria atender cerca de 1.180 alunos na rede municipal.

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