Roberto Góes deverá abrir mão do mandato para viabilizar reeleição

  • Roberto Góes deverá se afastar do cargo, em troca do apoio de Euricelia  Cardoso, que poderá assumir o mandato
    Roberto Góes deverá se afastar do cargo, em troca do apoio de Euricelia Cardoso, que poderá assumir o mandato
Apesar de inelegível, Euricelia Cardoso ela não está impedida de assumir o cargo de deputada federal

O deputado federal Roberto Góes (PDT) deverá se afastar do mandato no início de junho, para tratar de assuntos particulares. A saída faz parte de um grande acordo político para viabilizar a reeleição do parlamentar, que foi o mais votado nas eleições de 2014, com mais de 22 mil votos. Em seu lugar, poderá assumir a ex-prefeita de Laranjal do Jari, Euricelia Cardoso (PP), quinta suplente na coligação e que está inelegível até 2020, condenada por compra de votos nas eleições de 2012.

Em troca de apoio no terceiro maior colégio eleitoral do Estado – Laranjal do Jari –, Roberto Góes também teve que fechar outro acordo: com a ex-secretária nacional de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes (MDB), primeira suplente. Pré-candidata ao Senado, Pelaes terá o apoio de Góes na disputa por uma das duas vagas à Câmara Alta. Em troca, ela não assumirá a cadeira na Câmara dos Deputados, quando o pedetista se licenciar do cargo.

A segunda suplente é a vice-prefeita de Macapá, Telma Nery (PSDB), que teria de renunciar ao cargo para assumir a cadeira de Roberto Góes. Sem contar que ela fechou com o senador Davi Alcolumbre, pré-candidato ao governo do Estado, concorrendo com atual governador e pré-candidato à reeleição Waldez Góes (PDT).

A terceira suplente é a ex-secretária de Educação do Amapá, Conceição Medeiros (PDT), que também teve que abrir mão de assumir o mandato porque fechou com Patrícia Ferraz (PSC), para as eleições deste ano.

O quarto suplente da coligação é o vereador Diego Duarte (PTN), que perderia o cargo de vereador, caso assumisse temporariamente a vaga de deputado federal.

Assim, o mandato de Roberto Góes cairá nas mãos de Euricelia Cardoso, que andava meio sumida do cenário político. Apesar de inelegível, ela não está impedida de assumir o cargo de deputada federal a partir de junho e vai usar a força na região sul do Amapá para viabilizar a reeleição, não somente de Roberto Góes, como também da mãe dele, Maria Góes, à Assembleia Legislativa do Amapá (Alap).

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