Projeto do Samu quer reduzir número de trotes em Santana

  • Profissionais do Samu apresentaram o projeto ao prefeito Ofirney Sadala
    Profissionais do Samu apresentaram o projeto ao prefeito Ofirney Sadala - Fotos: Márcia Facundes/PMS
As pessoas precisam se conscientizar que o Samu é um serviço essencial. Qualquer segundo é fundamental para salvar uma vida. —   Idailane Barrozo - enfermeira do Samu e autora do projeto

Em 2017, os municípios de Santana e Macapá registraram 2 mil trotes ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), segundo a Central de Regulação. Uma brincadeira de mau gosto, que representa prejuízo financeiro aos cofres públicos, risco aos profissionais que se deslocam para um falso chamado e a possibilidade de uma ocorrência verdadeira ficar sem atendimento. Para tentar diminuir o número de trotes na cidade santanense, um projeto propõe conscientizar alunos para a importância do serviço à população. O “Samu nas Escolas” foi apresentado nesta quarta-feira, 11, ao prefeito Ofirney Sadala.

De acordo com o projeto, profissionais do Samu vão percorrer as escolas da rede municipal para conscientizar, por meio de palestras, oficinas e distribuição de folders, alunos e professores sobre os riscos de um acionamento indevido, quando o serviço deve ser acionado e técnicas de primeiros socorros. O público-alvo são estudantes do 4º e 5º anos do ensino fundamental.

Segundo Idailane Barrozo, enfermeira do Samu e autora do projeto, a ideia surgiu diante do grande número de falsos chamados e dos prejuízos que os trotes causam. “Enquanto estamos nos deslocando para uma ocorrência falsa, alguém pode estar precisando de socorro médico, de verdade. As pessoas precisam se conscientizar que o Samu é um serviço essencial. Qualquer segundo é fundamental para salvar uma vida”, explicou a enfermeira.

Além da possibilidade de não atender um chamado verdadeiro em função de um acionamento falso, o deslocamento das equipes demanda custo. Segundo a Central de Regulação do Samu, os prejuízos financeiros com os 1.500 trotes atendidos no Estado chegam a R$ 1,5 milhão.

O risco que os profissionais correm durante uma ocorrência também é outro fator que justifica a preocupação com o combate aos trotes. Em 2007, a soldado do Corpo de Bombeiros Patrícia Façanha morreu em um acidente de trânsito, em Macapá, quando a equipe da qual ela fazia parte saiu para atender um falso chamado. A morte de Patrícia deu origem a uma lei estadual que combate os trotes e criminaliza a prática.

Pela proposta apresentada ao prefeito de Santana nesta segunda, será definido um calendário para desenvolver o projeto nas escolas. Cada unidade de ensino receberá a equipe do Samu duas vezes, em duas semanas, com direito a certificado aos estudantes. As escolas receberão o certificado “Escola Amiga do Samu”.

O projeto está pronto, mas depende de apoio financeiro para ser colocado em prática. Também participaram da reunião com o prefeito Ofirney Sadala, o coordenador geral do Samu, Everton Ferreira, e o coordenador de enfermagem do Samu, Mennahen Sylver. Sadala se comprometeu em colaborar e colocou a Secretaria Municipal de Saúde à disposição para somar com o “Samu nas Escolas”.

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