Pais cobram conclusão de obra da escola Padre Ângelo Biraghi

  • A menos de duas semanas do início das aulas, Escola Padre Ângelo Biraghi continua em obras
    A menos de duas semanas do início das aulas, Escola Padre Ângelo Biraghi continua em obras
Se não entregarem a obra, vou retirar minhas filhas da escola. —   Jubia Rodrigues - mãe de aluno

Com as aulas da rede municipal previstas para iniciar no dia 20 deste mês, pais de alunos matriculados na Escola Padre Ângelo Biraghi, localizada no bairro Paraíso, em Santana, voltam a cobrar a conclusão da obra de reforma e ampliação da instituição. Os serviços já se arrastam há três anos e a pouca movimentação de trabalhadores na obra indica que a escola ainda vai demorar a receber os alunos novamente.

O projeto está orçado em aproximadamente R$ 1,048 milhão, oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) com contrapartida da Prefeitura de Santana, que inclui ambiente para educação especial, totalizando cerca de trezes salas adaptadas com rampa de acesso para cadeirantes, quadra esportiva e horta, mas a passos lentos desde 2015.

Mãe de dois filhos matriculados na instituição, Ângela Moraes, conta que desde que iniciou a obra, os alunos não têm prédio fixo e estudam em anexos improvisados. “Quando a reforma iniciou, transferiram nossos filhos para um galpão quente, localizado na Avenida 7 de Setembro. Depois, a prefeitura dividiu as turmas, mandando metade para o prédio onde funciona o Peti [Programa de Erradicação do Trabalho Infantil] e a outra metade para a área ao lado da Igreja São Pio, no bairro Fonte Nova. Agora, os alunos estão divididos entre o Cemi [Centro de Educação Mundo Infantil ] e Peti, este último, sem estrutura, com salas quentes, algumas apenas com ventilador e cadeiras velhas. Sem condições de trabalho e de estudo”, relata.

Preocupada, a dona de casa Jubia Rodrigues também quer uma solução. “Tenho uma filha no 2º ano e outra no 5º ano, e desde que matriculei nessa escola, elas ainda não conseguiram estudar na nova estrutura. O local onde estudam é pequeno, quente e longe. Chegaram a dizer que a estrutura interna da escola já está pronta e que faltavam apenas os acabamentos, mas até agora nada. Se não entregarem a obra, vou retirar minhas filhas da escola”, desabafa a mãe.

“As aulas começariam no dia 5 de março, depois adiaram e deram uma previsão para o dia 20. O meu filho mais antigo na escola, agora está estudando no Peti, que não oferece condições", reclamou a diarista Lucélia Moraes, também mãe de aluno.

No início de fevereiro, a atual secretária Municipal de Educação de Santana, Carmem Marinho, esteve em visita técnica à escola, apresentando perspectivas de que a obra seria entregue ao final de fevereiro, o que não ocorreu. Já de acordo com o secretário de Obras do município, Juscelino Alves, a conclusão dos serviços está dependendo da empresa responsável pela obra. "Era para ter sido entregue em fevereiro, notificamos a empresa e estamos acompanhando todos os trâmites para que essa obra seja entregue o mais breve", afirmou o gestor.

A Escola Municipal de Ensino Básico Padre Ângelo Biraghi está entre as três instituições que passarão a funcionar em tempo integral. Com a reforma da escola, cerca de 1.180 alunos devem ser atendidos na rede municipal.

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