Funcionários do Hospital de Santana vivem pânico na madrugada

  • Invasores deixaram rastros de sangue pelo chão e paredes do hospital
    Invasores deixaram rastros de sangue pelo chão e paredes do hospital - Divulgação
Os ânimos só se acalmaram com a chegada da Polícia Militar, que conteve os invasores.

Os servidores de plantão no Hospital Estadual de Santana (HES) passaram por momentos de tensão e pânico na madrugada desta segunda-feira, 5. Um grupo de pessoas invadiu a casa de saúde querendo atendimento de urgência para dois homens feridos em uma briga. Um dos invasores chegou a quebrar a vidraça de um dos setores do hospital e também se feriu.

Era por volta de 5h quando o grupo chegou ao HES com os dois feridos. Eles teriam se envolvido em uma briga numa boate no bairro Nova Brasília. Antes mesmo de passarem pela triagem, que define a prioridade de atendimento, aos gritos, invadiram o hospital. Médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem correram e se esconderam. Integrantes de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que tinha acabado de chegar com um paciente, também ficaram apavorados.

Um dos invasores teria dado um soco na vidraça de um dos setores do hospital e cortou a mão. Os ânimos só se acalmaram com a chegada da Polícia Militar, que conteve os invasores. Felipe Souza Santos foi entubado e será submetido a uma tomografia computadorizada ainda nesta segunda-feira; Mateus Souza dos Santos foi transferido para o Hospital de Emergência de Macapá; e o adolescente, que quebrou a janela, foi medicado e conduzido à Central de Flagrantes do Igarapé da Fortaleza.

Para os funcionários do HES, foi mais um episódio que retrata a insegurança com a qual convivem. Procurada, a PM não se pronunciou sobre o caso.

O 4º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento em Santana, informou que faz rondas na área externa e posto base no hospital. No entanto, constantemente é chamado para atender casos de pessoas que chegam exaltadas na casa de saúde e exigem prioridade no atendimento, desrespeitando servidores e o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde.

0 Comentários

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Cancel reply

0 Comentários

Anuncie Aqui