PF volta a desencadear operação contra tráfico internacional de armas na fronteira Amapá/Guiana

  • Armas e munições apreendidas nesta quinta-feira
    Armas e munições apreendidas nesta quinta-feira Ascom/PF
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Elder de Abreu
REPÓRTER E EDITOR
Ação policial é a segunda fase da Operação Cartucheira, deflagrada pela primeira vez em 2015. A ação de três anos atrás, levou a condenação de policiais

Três anos depois da operação que levou à condenação de agentes de segurança pública do Estado, a Polícia Federal (PF) voltou a desencadear uma ação contra o tráfico internacional de armas na fronteira Amapá/Guiana Francesa.

Segundo a PF, os três mandados de busca e apreensão cumpridos na manhã desta quarta-feira, 28, nos municípios de Santana e Vitória do Jari, são a segunda fase da Operação Cartucheira, deflagrada pela primeira vez em 2015. À época, 7 envolvidos foram presos, entre eles um cidadão francês, que era o principal fornecedor das armas e munições para o esquema, além de quatro policiais civis e militares, e um agente federal. Segundo a acusação, as armas eram de modelos fabricados especialmente para caça, principalmente cartucheiras.

Desta vez, o alvo da ação são receptadores de armas e munições enviadas da Guiana Francesa ao Amapá. Durante as buscas, duas pessoas foram presas em flagrante por posse de arma de fogo e munições, segundo informou a PF, através de sua Assessoria de Comunicação.

Condenação

A Operação Cartucheira de maio de 2015 resultou na condenação de dois dos quatro policiais presos. Um deles é tenente da Polícia Militar, sentenciado a 15 anos e seis meses de reclusão, e outro é agente da Polícia Civil, que pegou 14 anos e três meses de prisão. Outro condenado foi um comerciante de armas francês, que pegou 10 anos e 6 meses de reclusão.

Segundo a denúncia feita à Justiça Federal pelo Ministério Público Federal (MPF-AP), com base nas investigações da PF, eles comandavam uma associação criminosa dedicada ao tráfico internacional e comércio ilegal de armas, munições e acessórios originários da Guiana Francesa e distribuídos no Amapá.

A dinâmica do esquema, segundo a denúncia, envolvia a participação de agentes de Segurança Pública, que acobertavam as transações comerciais criminosas até com o transporte e distribuição de armas e munições em viaturas policiais e pagamento de propinas a servidores públicos.

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