Vereador Griti e a esposa serão ouvidos no caso do latrocínio no Vilelão

  • Vereador Griti e a esposa serão ouvidos nesta quarta-feira, no inquérito que investiga a morte de Mimica
    Vereador Griti e a esposa serão ouvidos nesta quarta-feira, no inquérito que investiga a morte de Mimica
  • "Cara de Piçarra" é o principal suspeito das agressões que resultaram na morte da vítima
Várias informações foram trazidas à delegacia, de que o carro estava transitando, sendo utilizado para perseguir e ameaçar de morte as testemunhas. —   Luiza Maia - delegada

Após a prisão de Sandro Vasconcelos Lobato, vulgo “Cara de Piçarra", no domingo, 25, a delegada Luiza Maia, titular da 2° Delegacia de Polícia de Santana, vai ouvir na quarta-feira, 28, novos depoimentos para concluir o inquérito sobre o caso da morte de Almir da Silva Costa, de 47 anos, conhecido como "Mimica", no mês passado. Serão ouvidos o vereador Francisco do Carmo Souza (Griti) e sua esposa, Sueli do Socorro Lima e ainda. Fabrício Vasconcelos e Ana Paula Vasconcelos, irmãos do "Cara de Piçarra", também vão prestar depoimento nos próximos dias. A polícia quer saber qual o envolvimento dos quatro na fuga de Sandro Vasconcelos e na coação de testemunhas de acusação.

Segundo a delegada, a polícia já havia encerrado a 3° fase do inquérito com a prisão do segundo suspeito, mas informações relatadas por testemunhas em oitivas, chegaram ao suposto uso de um veículo que seria de propriedade do vereador Griti e sua esposa, e que teria sido cedido a Fabrício Vasconcelos. De acordo com a investigação, Fabrício e Ana Paula Vasconcelos usaram o carro para ameaçar testemunhas envolvidas no caso e ainda, dar fuga ao "Cara de Piçarra", que havia se escondido nas localidades de Matão do Piaçacá I e II, e Mazagão, e estava se preparando para fugir para Caiena, na Guiana Francesa, ou para Breves, município do Pará.

"O veículo foi apreendido antes da prisão de Sandro Vasconcelos, porque tivemos notícias de que pessoas que haviam testemunhado, foram procuradas por ele e seus irmãos Fabrício Vasconcelos e Ana Paula Vasconcelos. Várias informações foram trazidas à delegacia, de que o carro estava transitando, sendo utilizado para perseguir e ameaçar de morte as testemunhas. Fabrício Vasconcelos seria colega de trabalho da esposa do vereador Griti", informou Luiza Maia.

O crime, que ocorreu no estádio Antônio Vilela, o Vilelão, é investigado como Latrocínio, o roubo seguido de morte. No início do mês, Raul de Brito Aimoré, de 41 anos, o "Cabeludo", foi preso suspeito de envolvimento na morte de “Mimica”. Em depoimento, apontou “Cara de Piçarra” como autor das agressões que resultaram na morte da vítima, dias depois, no hospital.

Resposta

Por meio de nota, o vereador Griti afirmou que estava viajando no período em que “Cara de Piçarra” estava foragido e que o carro da família ficou sob a responsabilidade de Fabrício Vasconcelos, irmão do suspeito. Veja a íntegra da nota:

O vereador Francisco do Carmo Souza de Oliveira, conhecido no meio político como Griti (PRP), vem à público esclarecer que:

É solidário aos familiares da vítima de um crime que ocorreu no município de Santana nas dependências do Estádio Vilelão como apontam as investigações policiais em andamento.

O vereador Griti comprova que estava ausente do Amapá no período da madrugada do dia 31/01 ao dia 05/02 de 2018, período em que esteve em viagem aos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, cumprindo compromissos políticos e profissionais.

O mesmo período em que o vereador esteve ausente do estado do Amapá e do município de Santana, coincide com os fatos que estão sendo investigados pela Delegacia de Polícia de Santana.

Logo, tais fatos podem comprovar que seria impossível o vereador Griti ter cometido, dado apoio ou ter participado de qualquer tipo de crime de natureza hedionda, o que provoca indignação e repulsa por parte deste parlamentar e da sua família, que sofre diante de uma injustiça por meio de ilações e acusações infundadas, propagadas por pessoas que desconhecem os fatos em redes sociais, e que tentam a qualquer custo tirar dividendos políticos e eleitorais por meio da propagação do ódio nas redes sociais, numa clara tentativa de chamuscar a imagem e a honra de uma pessoa pública e da sua esposa.

O vereador Griti esclarece que por boa fé, entregou e deixou seu carro sob a responsabilidade do senhor Fabricio Lobato, irmão de Sandro Lobato, acusado de ter cometido o crime de homicídio no Estádio Vilelão.

Vale lembrar que Fabricio era colega de trabalho da senhora Sueli Lima (esposa do vereador) e traiu a confiança do casal ao usar o carro para outros expedientes que não foram os de dar suporte à esposa para deslocamento ao seu local de trabalho e tarefas domésticas com sua filha no período em Griti esteve ausente do Amapá.

Ocorre que sem conhecimento do vereador e da sua esposa, Fabricio teria de acordo com as investigações, usado o veículo do vereador e sua esposa para supostamente dar apoio ao irmão, que é acusado ter cometido um homicídio, durante uma suposta fuga que está sendo investigada.

O vereador Griti e sua esposa são os principais interessados em esclarecer todos os fatos relacionados a esse infeliz episódio e defendem a punição rígida dos culpados ou possíveis colaboradores que são acusados de terem cometido tal crime bárbaro.

O vereador e sua esposa agradecem o apoio e a solidariedade de seus pares de parlamento, familiares e amigos que acreditam na sua inocência, pois também são vítimas de tal episódio.

Temos sede de justiça e ela será feita, pois uma injustiça não prevalecerá diante da verdade dos fatos.

Santana, 27 de fevereiro de 2018.

Vereador Francisco do Carmo (Griti)

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