Corpo carbonizado pode ser de taxista desaparecido em Macapá

  • Veículo e o corpo foram encontrados em uma área no fim da Rodovia Norte/Sul
    Veículo e o corpo foram encontrados em uma área no fim da Rodovia Norte/Sul - Gilberto Pimentel
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Gilberto Pimentel
editor-executivo
É revoltante. O pai de família sai para trabalhar e acontece isso —   Wagner Oliveira - taxista

No fim da tarde deste domingo, 18, o veículo utilizado pelo taxista Raimundo Vieira da Costa, 56 anos, foi localizado em uma área no fim da Rodovia Norte/Sul, entre as zonas Norte e Oeste de Macapá, todo queimado. No banco de trás, um corpo carbonizado que pode ser do taxista, desaparecido desde a noite de ontem.

Foram os próprios colegas de trabalho que encontraram o carro e acionaram a Polícia Militar. “Estávamos fazendo uma barreira, na Rodovia Duca Serra, quando um taxista chegou e disse que haviam encontrado o veículo desaparecido. Viemos aqui e constatamos que se tratava do táxi e que possivelmente, o taxista desaparecido seja a pessoa carbonizada dentro do veículo”, esclareceu o tenente Leandro Pantoja, do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE).

Dezenas de taxistas estiveram no local onde o veículo e o corpo foram encontrados. O sentimento era de dor, tristeza e revolta. “É revoltante. O pai de família sai para trabalhar e acontece isso”, desabafou o colega Wagner Oliveira.

A Polícia Militar fez o isolamento da área e acionou a Polícia Técnico-Científica (Politec) para fazer a perícia e a remoção dos restos mortais. Pelo estado do corpo, somente um exame de DNA ou da arcada dentária é que poderá comprovar se pertence, mesmo, ao taxista Raimundo Vieira.

Há mais de uma década, o taxista trabalhava no ponto que fica ao lado de um shopping, no bairro do Trem, Zona Sul da capital. Ele não costumava rodar à noite e ficava, no máximo, até 22h, quando o shopping fechava. Uma testemunha afirma que por volta de 21h20, Raimundo deixou o ponto com um casal. Antes, o casal e o taxista teriam conversado por um bom tempo, talvez, negociando o valor da corrida. Depois disso, ele não foi mais visto. Naquela noite, Raimundo, que era casado e tinha três filhos, saiu de casa e disse às filhas que ia faturar dinheiro para comprar açaí.

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1 Comentários

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    Patrícia de Oliveira dos Santos

    19/02/2018 às 00:24h

    E revoltante um fato desses. Um trabalhador sai de casa e não sabe mais se vai voltar ... Macapá vive tempos difíceis

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