Prefeitura de Santana não cumpre acordo e servidores cruzam os braços

  • Manifestantes protestaram em frente ao prédio da Prefeitura de Santana
    Manifestantes protestaram em frente ao prédio da Prefeitura de Santana - Gilberto Pimentel
  • Servidores aprovaram, por unanimidade, a continuidade da greve
    Servidores aprovaram, por unanimidade, a continuidade da greve - Gilberto Pimentel
Não se trata apenas de pagamento. Temos uma extensa pauta que a Prefeitura se recusa a tratar conosco. São temas importantes para melhorar a educação em Santana, que precisam ser discutidas —   Sergio Guedes - vice-presidente do Sinsepeap

Munidos de faixas e com palavras de ordem, servidores efetivos do município de Santana cruzaram os braços nesta quinta-feira, 8, em frente à sede da prefeitura. A paralisação foi anunciada pela diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Santana (SSMS), após decisão das categorias em assembleia geral, caso a PMS não efetuasse o pagamento dos servidores referente ao mês de janeiro até o quinto dia útil deste mês, quarta-feira, 7.

Os pagamentos começaram a ser efetuados e devem ser finalizados até a sexta-feira, 09, mas os servidores decidiram, ainda na manhã de hoje, manter a greve até que todos recebam seus salários e para cobrar, ainda, melhores condições de trabalho, como aquisição de equipamentos de segurança para trabalhadores da saúde e acordos firmados em 2017.

“Já havíamos deliberado pela greve, caso o pagamento não fosse feito até ontem. A Prefeitura anunciou que começou a pagar hoje, mas os servidores decidiram, por unanimidade, manter o movimento até que o último trabalhador esteja com seu dinheiro na conta”, explicou o presidente do SSMS, José Conceição Batista.

“Não se trata apenas de pagamento. Temos uma extensa pauta que a Prefeitura se recusa a tratar conosco. São temas importantes para melhorar a educação em Santana, que precisam ser discutidas”, lembrou Sergio Guedes, vice-presidente da Executiva Municipal do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap).

Esta é a primeira greve geral de 2018. Em novembro do ano passado, o movimento reuniu com a gestão da Secretaria Municipal de Finanças e recebeu como proposta o pagamento dos salários até o quinto dia útil, pagamento da data-base do ano de 2017, 2.45% das perdas dos servidores da administração e 1.559% das perdas dos servidores da educação, ainda em janeiro. Além de outros benefícios, como o regime de Dedicação Exclusiva para professores e a inclusão a partir de março de 2018, de uma gratificação de 30% sobre o salário do servidor que optar pelo regime.

O secretário Municipal da Fazenda, Kennedy Sadala, alegou problemas com internet para não iniciar o pagamento na quarta-feira, 7, mas garantiu que uma parte dos servidores receberia nesta quinta e o restante na sexta, com o repasse dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) pela União.

Sadala justificou que os atrasos nos pagamentos, desde o ano passado se deram em função de bloqueios judiciais queda nos repasses e na arrecadação própria. O gestor ainda disse que os servidores devem levar em consideração que o pagamento da folha de dezembro de 2016 e o décimo terceiro daquele ano foi efetuado com recursos de 2017, que totalizaram R$ 6 milhões e que a prefeitura não estava programada para a queda de mais de R$ 1 milhão, referente ao orçamento de Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Atualmente, a folha de pagamento da Prefeitura de Santana é de cerca de R$ 5 milhões, entre efetivos, contratos e cargos.

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