Invasores ocupam área do Porto de Santana

  • Invasores já ergueram pequenos barracos de madeira e baiucas comerciais.
    Invasores já ergueram pequenos barracos de madeira e baiucas comerciais.
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Jonhwene Silva
Editor de esportes
A Prefeitura já pediu a reintegração de posse do terreno à Justiça

Uma das áreas mais importantes para o desenvolvimento da região econômica de Santana foi tomada por invasores. O local fica situado em frente às obras do Porto de Santana. Os ocupantes começaram a entrar no terreno, que é de propriedade da prefeitura, há dez dias. Neste tempo, eles já ergueram pequenos barracos de madeira, sem qualquer ordenamento ou organização.

No terreno, estão vestígios do que já foram as obras de edificação do Porto Municipal. A construção se arrasta há uma década. Esse tempo de paralisação motivou os invasores, que já edificaram pequenas baiucas, aonde diversos produtos de origem animal e sem qualquer fiscalização estão sendo comercializadas.

Com isso, o lixo acumulado tem gerado preocupação para quem passa diariamente por ali. É o caso do batedor de açaí João Andrade. “Olha essa área aí era pra ter sido construído o porto, como isso não aconteceu eles foram entrando e ficando. Tem sido uma imundície isso aí. Resto de peixe, de verduras e de frutas ficam aí acumulado causando uma nojeira só”, reclamou.

Quem trabalha próximo, reclama da situação. Dona de um comércio situado no entorno, a empreendedora Odete Lacerda, amarga prejuízos com o afastamento da clientela. “Foi em poucos dias que construíram os pequenos casebres e foram ficando. Vendem de tudo e não tem qualquer controle da vigilância sanitária. Eu tinha cliente que vinha lá do centro comprar em fardos produtos aqui, agora eles não querem mais vir porque dizem que essa entrada se tornou uma verdadeira favela”, lamenta.

A área onde ocorreu a ocupação pertence ao município. Há cerca de dez anos, outros invasores foram retirados sob a alegação de que o local fazia parte do plano de paisagismo no novo Porto de Santana. No entanto, neste tempo, as obras foram paralisadas. No início da tarde desta quinta-feira, 8, o CS apurou que a prefeitura já havia procurado a Justiça para requerer a reintegração de posse.

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