Operação 'Restaura Santana' para e santanenses voltam a sofrer com a buraqueira

  • Trecho da Avenida Coelho Neto, entre Ubaldo Figueira e Adálvaro Cavalcante, tomado por buracos
    Trecho da Avenida Coelho Neto, entre Ubaldo Figueira e Adálvaro Cavalcante, tomado por buracos - Danillo Borralho
Quem trabalha com comércio, sente o prejuízo. Vai piorar com as chuvas, porque os buracos ficam maiores e tomam cada vez mais conta da via. —   Marco Matos - comerciante

Rachaduras, ondulações e muitos buracos. É desta forma que os santanenses descrevem a situação da maioria das vias do município. Com a chegada das chuvas, o problema se agrava e o tráfego de pedestres e veículos se torna um verdadeiro desafio. A prefeitura tentou investir em medidas paliativas, com o tapa-buraco, mas a estratégia não deu certo.

Vários fatores influenciam na degradação das vias urbanas, o tráfego intenso de carros, o tipo de pavimentação e as pequenas enxurradas. Há alguns anos, uma das principais queixas entre os moradores é a péssima qualidade do asfalto aliada à ausência de um bom projeto de drenagem.

Em setembro de 2017, a prefeitura do município iniciou o serviço de recuperação das ruas, com o tapa-buraco, mas a operação denominada “Restaura Santana”, ao que tudo indica, não emplacou. A reposição asfáltica contemplou poucos trechos, a exemplo da rua Ubaldo Figueira, centro da cidade. Em outras vias importantes, com as avenidas Maria Colares, Coelho Neto, Castro Alves, Rui Barbosa, Brasília, Princesa Isabel, Marechal Deodoro e ruas Garrastazu Médici e Padre Vitório Galiane, os buracos continuam incomodando. Nestas, os moradores e comerciantes acreditam que o ideal seria o recapeamento.

O comerciante Marco Matos, que reside há mais de 20 anos na Rua Padre Vitório Galiane, no bairro Nova Brasília, quer saber o porquê até agora o serviço não chegou àquele trecho. “Quem trabalha com comércio, sente o prejuízo. Vai piorar com as chuvas, porque os buracos ficam maiores e tomam cada vez mais conta da via. Apenas o tapa-buraco já não é capaz de resolver o problema”, reclama pedindo soluções por longo prazo.

Com uma cratera ao lado da outra, condutores não têm alternativa a não ser passar por dentro dos buracos. O trecho da avenida Coelho Neto, entre as ruas Ubaldo Figueira e Adalvaro Cavalcante, pode custar um pneu, uma suspensão ou qualquer outra avaria no automóvel, se o motorista não reduzir a velocidade para enfrentar as fendas.

O taxista Anderson Nascimento relata que os buracos acabam com a suspensão do carro, os pneus, e no final sai mais caro é para a população. “O condutor que não prestar atenção acaba tendo uma surpresa bem desagradável como um pneu furado ou até problemas mecânicos no veículo”, alerta.

Sobre o assunto, o secretário municipal de Obras Públicas e Serviços Urbanos (Semop) Juscelino Alves, disse que o trabalho feito seguiu todas as regras necessárias para que o serviço seja duradouro e que o objetivo é dar seguimento ao plano de recuperação das vias iniciado no ano passado. “Estávamos com apoio do governo, mas houve a situação do governo ficar sem matéria-prima para fabricação de asfalto, e o pouco que tem está sendo priorizado na frente de serviço da Rodovia Duca Serra. A empresa entrou em recesso, mas está voltando e vamos retomar o tapa-buraco, aproveitando o restante do verão, mas, mesmo no inverno, vamos trabalhar também”, informou Alves.

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