Mototaxistas fecham ponte do Igarapé da Fortaleza em protesto contra os clandestinos

  • Mototaxistas fecharam a Salvador Diniz para cobrar mais fiscalização sobre os clandestinos
    Mototaxistas fecharam a Salvador Diniz para cobrar mais fiscalização sobre os clandestinos - Gilberto Pimentel
Já tivemos muitos acidentes envolvendo pessoas que não são legalizadas. Algumas sequer têm Carteira de Habilitação e estão rodando na cidade. —   Eliazi Santos - mototaxista

Um grupo de aproximadamente 70 mototaxistas fechou a Rodovia Salvador Diniz, na altura da ponte do Igarapé da Fortaleza, no limite entre os municípios de Santana e Macapá por 20 minutos, na manhã desta segunda-feira, 8. Os trabalhadores cobram da Prefeitura Municipal de Santana (PMS) fiscalização sobre os clandestinos.

Os mototaxistas iniciaram o protesto na Praça do Fórum, de onde seguiram até a Ponte do Igarapé da Fortaleza. Durante o tempo em que permaneceram no local, nenhum veículo conseguia entrar ou sair de Santana e enormes filas se formaram nos dois sentidos, o que doixou muita gente revoltada. “Eu preciso deixar umas pessoas no barco, que sai às 10 horas. Se isso continuar, elas vão perder a viagem. Não tiro o direito de protestarem, mas que façam isso na frente da prefeitura”, desabafou o empresário Edmilson Souza, que tinha poucos minutos para chegar à Área Portuária.

Depois de 20 minutos, os manifestantes decidiram liberar o tráfego de veículos e se deslocaram para a frente do prédio da PMS, onde parte da Avenida Santana também foi interditada. O grupo entrou na sede do Executivo municipal, para tentar falar com o prefeito Ofirney Sadala (PHS), mas a informação era de que ele não estava no local.

“Estamos desde outubro, esperando essa fiscalização. Temos taxas, tributos, motos, para pagar. Enquanto que os clandestinos rodam normalmente”, desabafou a presidente do Sindicato dos Mototaxistas de Santana, Alcilene Xavier.

O serviço de mototáxi em Santana foi implantado em outubro de 2017, com a entrega das licenças de tráfego para quase 200 trabalhadores, que passaram por um processo licitatório. Na época, o prefeito Sadala e o superintendente de Transporte e Trânsito de Santana (STTRANS), Josiney Pereira, anunciaram que a fiscalização sobre os ilegais seria rigorosa. No entanto, segundo a classe, o número de clandestinos é quatro vezes maior do que o de legalizados.

“Já tivemos muitos acidentes envolvendo pessoas que não são legalizadas. Algumas sequer têm Carteira de Habilitação e estão rodando na cidade. Enquanto nós pagamos todas as taxas para trabalhar, eles não pagam nada”, ponderou o presidente da Associação dos Mototaxistas de Santana, Eliazi Santos.

No segundo semestre de 2017, a PMS lançou uma nova licitação, para preenchimento de 214 vagas. De acordo com o superintendente da STTRANS, já houve a fase de inscrição, entrega de envelopes e abertura do primeiro envelope. Dos 323 candidatos, 288 foram considerados aptos. O resultado já foi publicado no Diário Oficial do Município e está sendo respeitado o prazo de cinco dias para recurso.

Após essa fase, haverá a abertura do envelope 2, quando serão conhecidos os 214 contemplados. Posteriormente haverá o emplacamento e entrega dos contratos. Somente após o fim do processo é que a fiscalização será intensificada. “Tudo isso foi acordado com a categoria, inclusive que as fiscalizações seriam a partir da legalização total; no entanto, por não termos atendido às exigências de algumas lideranças da classe, estes, de maneira irresponsável tomaram a medida, pouco republicana, de obstruir a entrada do município e invadir a sede da prefeitura”, explicou Josiney Pereira.

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