Base Cartográfica identifica pistas clandestinas e garimpos ilegais nas florestas amapaenses

  • Mapas foram feitos na escala 1:50000
    Mapas foram feitos na escala 1:50000 Foto - Correio de Santana
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Elder de Abreu
REPÓRTER E EDITOR
Os mapas cartografados na escala 1:50000 abrangem informações e imagens de aproximadamente metade do território amapaense.

Mapas cartografados na escala 1:50000 do projeto Base Cartográfica do Amapá identificaram pistas clandestinas e garimpos ilegais nas florestas amapaenses. A informação foi confirmada durante a apresentação dos dados consolidados na primeira etapa do projeto, executada pelo Exército Brasileiro em convênio com o Governo do Estado.

A Base Cartográfica do Amapá consiste em uma plataforma de dados georreferenciados de todo o território estadual. Nesta primeira fase, o trabalho abrangeu informações e imagens de aproximadamente metade do território amapaense. A predominância é de dados de florestas e unidades de conservação.

A outra etapa, já em execução, vai mapear a outra metade do espaço amapaense, porém em uma escala ainda mais precisa: 1:25000, cujo foco se concentrará nos perímetros urbanos dos municípios amapaenses, onde serão mapeadas todas as estradas, ramais e assentamentos e cidades do Estado. O trabalho também é executado pelo Exército.

Segundo o governador do Estado, Waldez Góes, a base de dados, principalmente as informações de georreferenciamento, serão usadas na delimitação de territórios a serem regularizados. “Algumas áreas, mesmo já tendo sido definidas, terão que ser remarcadas porque a base cartográfica usa referências mais precisas, mais confiáveis”, informou o governador.

Com imagens de alta resolução feitas em sobrevoos e com recursos tecnológicos de radares foram possíveis identificar pistas de pouso clandestinas e garimpos ilegais nas florestas. Para o coordenador de georreferenciamento da Sema, Patrick Farias, o Amapá sai de um “vazio cartográfico” para ter a mais atual e moderna Base Cartográfica do Brasil.

“Hoje o Estado já detém todas as imagens e modelos digitais de superfície. Então, em cima destes dados, temos totais condições de fazer uma gestão mais eficiente das nossas florestas. As instituições de ensino e pesquisa também já podem se utilizar destas informações.

A Base

A plataforma de dados e de georreferenciamento foi desenvolvida pelo Governo do Amapá, por meio das Secretarias de Estado do Planejamento (Seplan) e de Meio Ambiente (Sema), em convênio com o Exército Brasileiro, por meio dos 2º e 4º Centros de Geoinformação (CGEO). O projeto mapeou uma área de 75 mil quilômetros quadrados.

Basicamente, o trabalho consiste em coleta de informações precisas sobre população, água, solo, vegetação, entre outras, e dados como imagens aéreas e de satélite. As imagens possibilitarão dados referentes a estradas, pistas de pousos, comunidades ribeirinhas, áreas indígenas, regiões isoladas, e uma série de outras utilidades.

De acordo Patrick Farias, a base de dados estará, em breve, disponível para consulta do público via internet. “Qualquer órgão público ou empresa vai poder acessar os dados e usar as informações para executar planejamentos e projetos. A previsão é que esta primeira etapa que está sendo entregue hoje [quinta-feira] já seja disponibilizada para consulta a partir de março”, informou.

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