Rebanho amapaense é certificado como livre da febre aftosa com vacinação

  • Documento que certifica o novo status sanitário foi assinado pelo governador Waldez Góes e o ministro Blairo Maggi
    Documento que certifica o novo status sanitário foi assinado pelo governador Waldez Góes e o ministro Blairo Maggi
Novo status sanitário do Amapá proporcional ao Brasil a busca em nível mundial pelo certificado de país livre da doença

As porteiras dos mercados nacional e internacional foram abertas para o rebanho amapaense. O estado foi oficializado como “zona livre de aftosa com vacinação” nesta terça-feira, 5, quando o governador do Amapá, Waldez Góes, e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, assinaram, em Macapá, a Instrução Normativa (IN) do novo status sanitário.

Para alcançar a certificação, o Estado teve que cumprir uma lista de critérios, que incluíam padronizar e harmonizar a execução das ações de defesa sanitária animal de acordo com as normas preconizadas pelo Ministério da Agricultura, como melhorias nos processos de trabalho; treinamento e capacitações para os servidores que de alguma forma atuem em defesa sanitária; implantação de sistema informatizado para a emissão de Guias de Trânsito Animal; realização de fiscalizações em propriedades nas quais se identifique, por qualquer meio, variação improvável no saldo de animais, entre outras.

Durante a solenidade de assinatura da IN, o governador destacou o empenho de todos e evidenciou os profissionais de campo, que contribuíram diretamente para o avanço. “Temos muito a agradecer a todos os envolvidos. Foi um trabalho muito intenso nos últimos anos e eu tenho certeza que essa conquista vai marcar muito o Amapá. Agora, precisamos manter este certificado, ou seja, nosso encargo só aumenta e unidos certamente manteremos”, destacou o Waldez Góes.

O estado amapaense foi o último a ser certificado livre da aftosa com vacinação. Agora, o Governo Federal começa a preparar a declaração do Brasil como “país livre da febre aftosa com vacinação”. O Brasil pode conseguir o feito daqui para abril de 2018, quando ocorrerá a reunião anual da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris (FRA).

O ministro Blairo Maggi, afirmou que após reconhecimento internacional o programa de retirada da vacina iniciará pelo norte.  “Vamos começar esse programa aqui pelos Estados do Norte, que foram os últimos a entrar e serão os primeiros nessa atividade. E enfatizamos que os produtores poderão comercializar seus produtos para os cenários nacional e internacional sem nenhum problema”, destacou.

O diretor-presidente do Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), José Renato Ribeiro, listou os benefícios da certificação para as relações comerciais. “Agrega valor ao produto, ao quilo da carne, da arroba do boi na fazenda, melhora a comercialização, estimula mais produtores a investirem no Estado do Amapá e estimula o produtor local a investir na sua propriedade, no melhoramento genético, na reprodução animal, resultando no aumento da produção”, pontuou.

Atualmente o estado possui um rebanho de 341 mil cabeças de bovídeos. Na ação de vacinação contra aftosa em 2016, foram vacinados mais de 96% do rebanho. Este ano os primeiros dados da Diagro, apontam que 91%, foram imunizados. A Diagro, informará ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os dados oficiais de 2017 até o dia 10, de dezembro.

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