STJ rejeita denúncia contra Waldez Góes

  • As acusações contra Waldez surgiram a partir da Operação Mãos Limpas, feita pela PF, em 2010
    As acusações contra Waldez surgiram a partir da Operação Mãos Limpas, feita pela PF, em 2010 Divulgação
Me defendi das acusações mentirosas, aumentei minha fé e me dediquei à minha família e aos interesses do Estado do Amapá —   Waldez Góes, governador do Amapá

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, nesta quarta-feira, 29, denúncia contra o governador do Amapá, Waldez Góes, que era acusado pelo Ministério Público Federal (MPF), pelos crimes de peculato, fraude em licitação e associação criminosa.

O processo tem origem na Operação Mãos Limpas, feita pela Polícia Federal em 2010, ano em que Góes tinha deixado seu segundo mandato como governador. A investigação apontava um suposto esquema de desvio de recursos públicos federais e estaduais.

A relatora do processo, a ministra Nancy Andrighi, concluiu que a denúncia “não narra a correta delimitação na modalidade de contribuição do acusado [Waldez Góes] para a prática dos crimes”, avaliou.

Todos os ministros da Corte Especial presentes concordaram a relatora, inclusive o ministro João Otávio de Noronha, que chegou a presidir o processo da Operação Mãos Limpas, à época na condição de presidente do STJ.

Ele chegou a criticar a denúncia apresentada pelo MPF: “É um prejuízo enorme pelos gastos, custos. Horas e horas de trabalho, de custo para o erário público foram jogados rio abaixo. Pode apresentar outra (denúncia), mas... Isso tem reflexo em outras demandas para o Estado. E aí a gente fica triste porque foram meses e meses de trabalho muito árduo. Mas não há como contestar a manifesta inépcia da denúncia” votou Noronha.

Em Macapá, já no seu terceiro mandato de governador, Góes comemorou a decisão da Justiça. Através de sua assessoria de imprensa, ele se manifestou publicamente sobre as acusações e sobre a decisão do STF.

“Me defendi das acusações mentirosas, aumentei minha fé e me dediquei à minha família e aos interesses do Estado do Amapá. Nunca ataquei quem me acusou e recebi os ataques de modo sereno. Sei respeitar meus adversários e conviver com os contrários. Minha consciência de que não havia transgredido nenhuma das leis que pautam a minha conduta e principalmente a minha vida pública sempre prevaleceu. Sempre confiei em Deus de que essa injustiça seria desfeita. Agora é prosseguir firme para superar a crise econômica e fazer o Amapá voltar a crescer”, comentou o governador.

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