Surto de malária em Santana leva prefeitura a decretar situação de emergência

  • Decreto de situação de emergência foi assinado pelo prefeito em exercício, Francisco Oliveira
    Decreto de situação de emergência foi assinado pelo prefeito em exercício, Francisco Oliveira - Agência Santana
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Gilberto Pimentel
editor-executivo
Com exceção da Ilha de Santana, não temos conseguindo desenvolver as atividades de prevenção e combate à doença em outras comunidades, por falta de estrutura. Pegamos a secretaria sem veículos nem embarcações. E isso dificulta o nosso trabalho. —   Rosivano Almeida - secretário de Saúde de Santana

De janeiro a novembro deste ano, o município de Santana registrou 3.480 casos de malária. O número elevado de casos confirmados e a dificuldade em realizar ações de combate ao vetor da doença levaram o município a decretar situação de emergência nesta terça-feira, 28. Com isso, a Prefeitura espera ter mais facilidade para contratar pessoal e equipamentos para os trabalhos que serão desenvolvidos nos próximos dias.

De acordo com o secretário de Saúde de Santana, Rosivano Almeida, a maioria dos casos está na zona rural do município. Comunidades como Ilha de Santana, Foz do Rio Vila Nova, Anauerapucu, Matão do Piaçacá 1 e 3, Três Irmãos e Alto Pirativa são as regiões mais afetadas pelo surto da doença. “Com exceção da Ilha de Santana, não temos conseguindo desenvolver as atividades de prevenção e combate à doença em outras comunidades, por falta de estrutura. Pegamos a secretaria sem veículos nem embarcações. E isso dificulta o nosso trabalho”, explica Almeida.

O decreto de situação de emergência foi assinado pelo prefeito em exercício, Francisco Oliveira, o “Neném do Frango”, no prédio da Prefeitura Municipal de Santana (PMS). Ainda na tarde desta terça, o secretário de Saúde reuniu com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS) da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para começar a definir estratégias a serem implementadas na zona rural.

“Vamos mudar o funcionamento da secretaria, definir as atividades. Vamos usar as equipes do Programa Estratégia Saúde da Família, os agentes de endemias. Se for preciso, vamos buscar parceiros, como a Defesa Civil, para fazer a busca ativa de casos e desenvolver as ações preventivas nas comunidades”, concluiu o secretário.

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