Conselhos de Santana estão funcionando precariamente

  • Conselho de Alimentação Escolar não oferece condições de atender o público por falta de estrutura
    Conselho de Alimentação Escolar não oferece condições de atender o público por falta de estrutura
Já cansamos de mandar ofícios pedindo da Prefeitura uma solução para estes problemas. Desde junho estamos buscando uma solução, mas não estamos conseguindo. —   Léa Soryana - presidente do Conselho de Alimentação Escolar

O segundo maior município do Estado, Santana, está vivendo um dos piores momentos em duas das principais entidades assistenciais da cidade. O Conselho de Alimentação Escolar e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente têm uma coisa em comum. Ambos não estão conseguindo desempenhar suas funções em virtude da precariedade para o funcionamento.

A responsabilidade com ajuda financeira das duas instituições seria da Prefeitura Municipal de Santana (PMS) que não estaria cumprindo as solicitações das entidades. O Conselho de Alimentação Escolar, por exemplo, que tem a função de fiscalizar a merenda escolar, não está conseguindo desempenhar suas funções. Há denúncias até que em algumas escolas estaria faltando o lanche dos alunos. Porém, foram inúmeras as solicitações de informações da Secretaria Municipal de Educação. Tudo sem respostas.

De acordo Léa Soryana, presidente do Conselho de Alimentação Escolar, faltam itens básicos como material para escritório para a elaboração de relatórios, até refrigeração na sala destinada para receber pais de alunos para reivindicarem. O Conselho reclama ainda que há meses solicitou o cardápio da merenda escola, sem sucesso.

“Chegou ao limite. Já cansamos de mandar ofícios pedindo da Prefeitura uma solução para estes problemas. Desde junho estamos buscando uma solução, mas não estamos conseguindo”, desabafou Léa.

No Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, que atua de maneira conjunta com o Conselho Tutelar, é a demissão de servidores que tem gerado reclamações. Dois deles foram demitidos e agora apenas um desenvolve as funções de maneira sobrecarregada. Com isso, todas as atividades do órgão ficam comprometidas.

Léa Soryana afirmou que caso não seja resolvido o impasse, os problemas serão levados ao Ministério Público Estadual. “Estamos esgotando o limite da paciência e tentamos diversas vezes uma solução. O que não pode é comprometer as ações de conselhos tão importantes para o município em virtude da irresponsabilidade de uns. Vamos, sim, se necessário, acionar o Ministério Público para que cobre respostas sobre esta situação”, finalizou.

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