Santanenses aprovam implantação do ensino militar na Escola Afonso Arinos

  • Implantação do ensino militar foi aprovada durante audiência pública
    Implantação do ensino militar foi aprovada durante audiência pública - Danillo Borralho
A partir de agora, os técnicos da Secretaria de Educação e os militares da Polícia Militar realizam as ações para a implantação do ensino de gestão militar compartilhada —   Dina Melo - representante da Seed

“Pra mim e pra minha filha, vai ser muito bom”! Essa é a expectativa da dona de casa Maria Ferreira Balieiro, moradora da Área Portuária de Santana, quando perguntada sobre o que acha da implantação do ensino militar na Escola Estadual Afonso Arinos, onde a filha estuda. A opinião de Maria foi a mesma de todos os presentes na audiência pública que discutiu o assunto, no sábado, 4.

De acordo com a Secretaria de Educação do Amapá (Seed), a implantação da escola de ensino militar com gestão compartilhada foi uma solicitação da própria comunidade, considerada uma das mais violentas do município. A audiência pública serviu para referendar o processo de mudança do modelo de ensino na escola Afonso Arinos, que passará a ser gerida pela Polícia Militar e Seed.

“Nessa audiência, é perguntado se a comunidade quer esse novo modelo de ensino. A partir de agora, os técnicos da Secretaria de Educação e os militares da Polícia Militar realizam as ações para a implantação do ensino de gestão militar compartilhada”, explicou Dina Melo, secretária adjunta de Políticas Educacionais da Seed.

A Escola Estadual Afonso Arinos será a terceira do Amapá como o ensino militar. Antônio Messias, no bairro Zerão, e Risalva Freitas do Amaral, no Pantanal – ambas em Macapá –, já adoraram essa nova metodologia. Na Antônio Messias, onde a gestão é compartilhada entre a PM e a Seed, os resultados são positivos dentro e fora do ambiente escolar.

“Desde o início do ano, temos obtido resultados bastante positivos, com o modelo implantado na escola Antônio Messias. Podemos ver uma radical mudança na conduta desses adolescentes que estudam nessa escola; o avanço na vida social deles; a melhoria na questão do ensino; tudo isso se refletiu em todo o bairro Zerão, que ficou mais tranquilo”, explicou o coronel Rodolfo Pereira, comandante-geral da Polícia Militar do Amapá.

Dona Maria Balieiro não vê a hora de ver a filha experimentando um jogo processo educacional. “Eu não gosto de violência, tenho horror à violência, principalmente com as meninas, dentro e fora da escola. O ensino militar vai mudar essa realidade”, concluiu a dona de casa.

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