Julgamento cancelado: réu acusado de matar ex-esposa está foragido

  • Irivan chegou a ser preso, mas acabou respondendo ao processo em liberdade e fugiu
    Irivan chegou a ser preso, mas acabou respondendo ao processo em liberdade e fugiu Divulgação
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Elder de Abreu
REPÓRTER E EDITOR
Sessão foi remarcada para o mês novembro. Fugitivo pode ser condenado à revelia

O julgamento do homem acusado de matar e esconder o corpo da ex-esposa – crime ocorrido no município de Santana – foi adiado. Além do réu estar foragido, a falta de testemunhas de acusação e de defesa fez o juízo da 1ª Vara Criminal de Santana remarcar a sessão para o dia 22 de novembro próximo.

Mesmo se ainda continuar na condição de foragido até esta data, Irivan Barbosa da Silva será julgado à revelia. Ele é acusado pelo homicídio e ocultação de cadáver de Silvia Miranda Barata, crime ocorrido em 2013, mas que só foi descoberto em 2015, quando a ossada da vítima foi encontrada.

De acordo o inquérito policial do caso, os restos mortais de Silvia foram encontrados no dia 27 de dezembro de 2015 atrás do local conhecido como Área do Gaúcho, no bairro Jardim de Deus II, cujo acesso é pela rodovia Duca Serra, já no perímetro de Santana. Moradores das redondezas tinham saído para pescar quando acharam o esqueleto em uma área de lago, que estava seca em razão da estiagem à época. O perímetro onde os ossos foram achados estava envolvido por uma espécie de rede, entrelaçada com arames e pedaços de madeira, para que o cadáver permanecesse de baixo d’água.

Dois meses depois do achado, a Polícia Técnico-Científica (Politec) confirmou que os restos mortais pertenciam à Silvia, moradora de Santana, que estava desaparecida há dois anos. Uma amostra de DNA de um parente de 1º grau dela foi comparada com a ossada. A arcada dentária recuperada pelos peritos também ajudou na identificação.

A promotoria não tem dúvidas: Irivan, ex-marido de Silvia, é o autor do crime. Segundo a família da vítima, ele fugiu logo depois que a ossada foi encontrada. Foi preso pela Polícia Civil dois meses depois, mas acabou respondendo ao processo em liberdade. Desde então, não foi mais encontrado pela Justiça. Irivan foi casado durante nove anos com Silvia. Mas à época do crime, eles não mais estariam morando juntos. Contudo, afirmam testemunhas do processo, ele não aceitava o fim do relacionamento.

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