Audiência pública discute segurança pública em Santana

  • Audiência serviu para ouvir a sociedade e buscar soluções de combate à criminalidade
    Audiência serviu para ouvir a sociedade e buscar soluções de combate à criminalidade - Frances Corrêa
Chegamos ao limite do intolerável. Os bandidos estão assaltando, matando e traficando em plena luz do dia no Ambrósio. —   Domingos Silva

Assaltos, roubos, tentativas de homicídio contra PM’s e até execuções fizeram parte dos noticiários nos últimos dias no município de Santana, distante cerca de 17 quilômetros de Macapá. Em virtude da crescente criminalidade, uma audiência pública ocorreu nesta quinta-feira, 14, na Câmara de Vereadores. Na pauta de discussões, possíveis soluções para o problema.

A população lotou a plenária da Câmara. Representantes de Associações de Moradores e da sociedade civil organizada tiveram a oportunidade expor as principais situações que afligem os santanenses. Diariamente, assaltos em plena luz do dia são registrados em bairros da periferia do município. De acordo com Domingos Silva, que faz parte do Conselho de Segurança da Área Portuária, a onda assassinatos e o tráfico de drogas no Baixada do Ambrósio tomaram índices inaceitáveis.

“Chegamos ao limite do intolerável. Os bandidos estão assaltando, matando e traficando em plena luz do dia no Ambrósio. Até mesmo em situações com a presença da polícia, eles não estão mais tendo medo. Viemos aqui não só para tentar soluções, mas para definitivamente resolvermos estes problemas”, afirmou.

No último domingo, 10, bandidos em uma motocicleta atiraram contra a guarita que abriga policiais militares no Fórum do município. Antes disso, no sábado, 9, ladrões invadiram a 2ª Delegacia de Furtos e Roubos da cidade. A intenção era roubar armas e a CPU com dados de foragidos e investigações. A Polícia Civil conseguiu recuperar os produtos que chegaram a ser levados.

“Aqui, a gente vai ouvir a população e traçar um diagnóstico. Até porque sabemos dessa situação. Vamos mostrar que estamos tomando providências e vamos precisar do apoio da população para apontar os rumos e onde estão os criminosos”, disse Ericláudio Alencar, secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado (Sejusp). 

Para o membro do Conselho de Segurança Pública do Estado, Arielson Tavares, uma solução para os problemas pode estar na aposta em implantar projetos sociais, voltados para a juventude.

“Acho que é uma alternativa seria a realização de projetos sociais de música, dança, teatro e outros que possam tirar da vulnerabilidade social, esses adolescentes que vivem na ociosidade”, afirmou.

O deputado Estadual Jory Oeiras (PRB), membro da comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amapá e autor da proposta para a realização da audiência pública, afirmou que será formulado um documento com as principais reivindicações que será levado ao Executivo para a tomada de providências.

“Sabemos que ouvir a população é o mais importante, e aqui vamos anotar todas as reivindicações para enviarmos um documento para o Executivo. Este terá que tomar providência porque, desse jeito, não dá para continuar”, finalizou.

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1 Comentários

  •  
    fabio

    15/09/2017 às 09:44h

    A UPC do Ambrósio conta apenas com 3 policiais por plantão apenas, para um dos bairros mais violento do estado com cerca de 6 mil moradores. Outro exemplo é a do distrito da Ilha de Santana que conta com uma base da policia militar, que foi reformada com a ajuda da população local e tem hoje uma população estimada em 7 mil habitantes e conta somente 3 policiais para patrulhar todo o distrito que esta dividido em área urbana e rural, com isso a violência só aumenta diariamente, invasões, roubos, venda de drogas e até mortes, estamos a merce do descaso.

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