Suspeito de ataque ao Fórum de Santana morre em troca de tiros com o Bope

  • Rogerinho gostava de aparecer empunhando armas. Caiu atirando, morto
    Rogerinho gostava de aparecer empunhando armas. Caiu atirando, morto - Divulgação
  • Drogas e a arma apreendidas em poder de Rogerinho
    Drogas e a arma apreendidas em poder de Rogerinho - Divulgação
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Elder de Abreu
REPÓRTER E EDITOR
Recebemos várias denúncias anônimas de assaltos e homicídios com características de execuções cuja autoria era imputada a ele [Rogerinho] —   Coronel Paulo Mathias, comandante do Bope

A Polícia Militar acredita ter eliminado um dos dois suspeitos do ataque ao Fórum da Justiça no município de Santana. O acusado morreu em uma troca de tiros com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na noite de segunda-feira, 11, durante buscas na Baixada do Ambrósio, área dominada pelo crime organizado e para onde os suspeitos fugiram após o ataque ao Fórum. A ação policial contou com o apoio de policiais do 4º Batalhão de Santana e do Serviço de Inteligência da Secretaria de Justiça e Segurança Pública.

Na manhã desta terça-feira, 12, o comandante do Bope, coronel Paulo Mathias, recebeu a imprensa para relatar sobre a ocorrência que resultou na morte de Rogério dos Santos Pena, o ‘Rogerinho’, de 18 anos. Segundo a versão policial, os militares do Bope faziam incursões na Baixada do Ambrósio quando foram recebidos a tiros. No fogo cruzado, Rogerinho foi encurralado em uma casa e acabou atingido.

Ele ainda chegou a ser socorrido pelos próprios policiais contra quem atirou, mas antes de receber os primeiros atendimentos médicos no Hospital Estadual de Santana (HES). Na residência onde o suspeito procurou abrigo, os policiais encontraram drogas, balança de precisão e uma pequena quantia em dinheiro.

Apesar da pouca idade, Rogerinho tinha uma vasta ficha criminal, que começou a ser construída ainda na adolescência, quando foi apreendido diversas vezes por roubo e tráfico de drogas. De acordo com a polícia, ele pertencia a uma organização criminosa que comanda o tráfico de drogas em Santana. “Recebemos várias denúncias anônimas de assaltos e homicídios com características de execuções cuja autoria era imputada a ele [Rogerinho]”, reforçou o comandante do Bope.

O revólver apreendido foi entregue à Polícia Civil, que deverá encaminhar à perícia, para descobrir se foi a mesma arma usada no assassinato de um jovem, ocorrido na Praça Floriano Peixoto, em Macapá, no mês de agosto passado, e também no ataque ao Fórum de Santana. O calibre da arma apreendida com Rogerinho é o mesmo das munições encontradas em ambos os crimes. Um teste de balística deverá comprovar.

Outros indícios também levam a polícia a acreditar que Rogerinho esteve nas cenas dos dois crimes. A moto usada no ataque ao Fórum também é a mesma descrita na execução da Floriano Peixoto: 125 cilindradas e de cor vermelha, com um homem pilotando e o atirador como passageiro.

“Nós queríamos capturar o suspeito vivo, para que ele pudesse esclarecer todos os crimes de que estava sendo acusado, mas não foi possível. Ainda há mais um suspeito à solta. Não vamos cessar as buscas até que ele seja capturado”, avisou o coronel Mathias.

Após a execução na Floriano Peixoto circulou um vídeo nas redes sociais no qual um bandido, armado e encapuzado, aparece reivindicando supostamente a autoria da morte do jovem executado na Floriano Peixoto.

No vídeo, o criminoso afirma que o assassinato na praça é uma retaliação à informantes da polícia – chamados de ‘X-9’ no meio da criminalidade. O bandido menciona o nome de um policial civil e dá um recado para ele e toda a polícia amapaense: “Olhem o que vem acontecendo com os infiltrados de vocês e vai acontecer muito mais, vão tomar tiro na cara”, ameaça o bandido.

A polícia acredita que o homem do vídeo é o próprio Rogerinho. Isto porque, assim como o criminoso na filmagem, ele aparece em outras imagens obtidas nas investigações sempre empunhando uma arma com a mão esquerda e colocando o braço direito para trás – uma preocupação em esconder a tatuagem de um escorpião para evitar ser reconhecido, segundo a polícia.

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