Candidata é presa com cola durante prova do concurso para a Polícia Civil

  • No bolso da candidata, informações sobre a Lei Orgânica da Polícia Civil
    No bolso da candidata, informações sobre a Lei Orgânica da Polícia Civil - Divulgação
  • Delegada Luiza Maia foi responsável pela prisão em flagrante da candidata
    Delegada Luiza Maia foi responsável pela prisão em flagrante da candidata - Correio de Santana
Nós entramos em ação e descobrimos que se tratava de informações sobre a Lei Orgânica, um dos assuntos do certame. —   Luiza Maia - delegada de Polícia Civil

Por volta de 17h deste domingo, 10, uma candidata que fazia a prova do concurso público para a Polícia Civil do Amapá foi presa em flagrante, com cola. Elaine Cristina de Melo Amorim tinha, em um dos bolsos, anotações sobre a Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado e acabou eliminada do certame. A candidata, que sonhava em ser agente de Polícia Civil, foi apresentada no Ciosp do Pacoval, local onde, caso fosse aprovada, poderia trabalhar.

O flagrante aconteceu em uma escola particular, na Rodovia Duca Serra, bairro Cabralzinho, Zona Oeste de Macapá. Uma fiscal desconfiou de um volume que a moça tinha no bolso. Ela procurou as equipes da Polícia Civil e Polícia Militar e comunicou o fato. “Nós nos aproximamos e dissemos para que a fiscal fizesse a revista na candidata. Ela puxou uma caneta do bolso e apareceu uma ponta de papel. A fiscal perguntou do que se tratava, ela ficou nervosa, disse que não era cola. Nós entramos em ação e descobrimos que se tratava de informações sobre a Lei Orgânica, um dos assuntos do certame”, explicou a delegada Luiza Maia, que, imediatamente, deu voz de prisão a Elaine.

Ela foi levada para a sala de coordenação do concurso, onde foi feito o procedimento de exclusão do concurso, e, em seguida, foi levada para a delegacia. Ela foi apresentada pelo artigo 311 A, do Código Penal, que pune quem “utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso de: concurso público; avaliação ou exame públicos; processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou exame ou processo seletivo previstos em lei”.

CONCURSO – Mais de 24 mil candidatos se inscreveram para disputar as vagas de delegado, agente e oficia de Polícia Civil do Amapá. A aplicação das provas, neste domingo, aconteceu em dois horários. Pela manhã, foi realizado o exame teórico para o cargo de delegado. À tarde, para oficial e agente. O governo do Amapá e a Fundação Carlos Chagas (FCC) – organizadora do certame – montaram um forte esquema de segurança para evitar fraudes e garantir a lisura do concurso, que oferta 205 vagas para contratação imediata e 755 para formação do cadastro reserva.

“Esse flagrante mostrou a eficiência do esquema de segurança no concurso público. Delegados e agentes de polícia e policiais militares atuaram para evitar qualquer tipo de irregularidade. Atuamos nas áreas externas dos locais de prova, mas com apoio aos fiscais da FCC, que fiscalizaram a aplicação nas salas”, concluiu a delegada.

 

 

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2 Comentários

  •  
    Wagner

    10/09/2017 às 19:15h

    O Amapá também é Brasil!!!

  •  
    Wagner

    10/09/2017 às 19:16h

    O Amapá também é Brasil!!!

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