No aniversário da Lei Maria da Penha, 37 homens são presos no Amapá

  • Prisões ocorreram em Macapá e em outros municípios do Amapá
    Prisões ocorreram em Macapá e em outros municípios do Amapá - Ascom/Polícia Civil
Operação ‘Marias’ foi comandada e executada por policiais mulheres em alusão aos 13 anos da Lei Maria da Penha.

37 homens foram presos nesta quarta-feira, 7, pela Polícia Civil do Amapá, por crimes relacionados à violência doméstica. A “Operação Marias”, deflagrada no dia em que a Lei Maria da Penha completa 13 anos de vigência, foi coordenada pela Delegacia-Geral e executada apenas por mulheres.

Durante a ação policial, um homem um homem foi preso em flagrante quando agredia a mulher, na zona sul de Macapá. “A Polícia Civil está atuando para combater esse tipo de violência e garantindo que as prisões sejam efetuadas”, informou o delegado-geral de Polícia Civil, Uberlândio Gomes.

Além da capital, a operação ocorreu em outros municípios do Amapá. Foi a primeira vez que uma operação coordenada pela Delegacia-Geral de Polícia Civil foi executada apenas por mulheres, que correspondem a 40% do efetivo do órgão. Os homens acompanharam como apoio.

A Lei Maria da Penha foi sancionada pelo ex-presidente Lula no dia 7 de agosto de 2006 e entrou em vigor no dia 22 de setembro do mesmo ano, tornando mais rigorosa a punição para agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico e familiar.

De acordo com o relatório emitido pela Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres do Amapá (SEPM), em 2018 foram realizados 12.741 atendimentos às vítimas de violência doméstica.

Quando uma mulher sofre esse tipo de violência, seja física, moral, psicológica, sexual ou patrimonial, deve procurar a Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM), Hospital de Emergência, Centros de Atendimento à Mulher e a Família (Camuf) e os Centros de Atendimento à Mulher (Cram).

No Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes) uma equipe acompanha denúncias feitas pelo disque 180. O Governo do Amapá também criou o Aplicativo Denuncie Mulher Amapá e mantém a casa de Abrigo Fátima Diniz, para atender a mulher ameaçada de morte.

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