Jozi Araújo e mais dois investigados na Operação Sindicus são considerados foragidos

  • Jozi responde a várias ações nas esferas cível e penal por irregularidades na gestão da Fieap
    Jozi responde a várias ações nas esferas cível e penal por irregularidades na gestão da Fieap Ananda Borges
A Justiça Federal determinou o sequestro dos bens dos envolvidos no valor de R$ 600 mil.

A ex-deputada federal Jozi Araújo, seu pai, João Mariano do Nascimento, e Jonatas Bezerra Lisboa são considerados foragidos pela Polícia Federal (PF). Os três são investigados na Operação Sindicus, que apura irregularidades na criação de sindicatos fantasmas para conseguir o comando da Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap). Outros quatro envolvidos no esquema foram presos na terça-feira, 28.

Jozi foi deputada federal pelo Amapá entre 2015 e 2019 e teve como base eleitoral o município de Santana. De acordo com as investigações do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal, a atuação da organização criminosa iniciou em 2013, ano em que a ex-deputada venceu as eleições para a presidência da Fieap. Até 2017, o grupo havia desviado mais de R$ 300 mil em contribuições sindicais. Os envolvidos no esquema são réus em ações propostas pelo MPF. Eles respondem na Justiça Federal do Amapá, na esfera cível, por improbidade administrativa, e na penal, por organização criminosa, falsidade ideológica e peculato. A Justiça do Trabalho também impediu a atuação dos sindicatos fantasmas.

Mas, de acordo com o que apurou a investigação, a organização criminosa continuou a atuar em 2019. Com a participação de novos integrantes, o grupo voltou a ser articular para se inserir, novamente, de forma ilícita, na instituição.

A Operação Sindicus foi deflagrada para interromper a atuação da organização criminosa. Foram presos preventivamente Josevaldo Araújo Nascimento e David Correia Velasco Guimarães, irmão e cunhado de Jozi Araújo, respectivamente, o advogado José Enoilton Ribeiro Leite e a ex-tesoureira da Fieap Silvia Teresa de Sousa Pereira.

Na decisão que autorizou o cumprimento das medidas judiciais da Operação Sindicus, a Justiça Federal atendeu pedidos do MPF para determinar o sequestro dos bens dos envolvidos no valor de R$ 600 mil e para suspender as atividades dos sete sindicatos fantasmas: Sindicato das Indústrias de Joalheria e Ourivesaria (Sinjap), Sindicato das Indústrias de Extração de Óleos Vegetais e Animais (Sindeva), Sindicato das Indústrias da Construção e Reparação Naval (Sinav), Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose (Sinpel), Sindicato das Indústrias de Material Plástico (Sinpat), Sindicato das Indústrias da Pesca no Estado do Amapá (Sindesp) e Sindicato das Indústrias de Mármore e Granitos (Sindmag).

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