Governo do Amapá e PF consolidam compartilhamento de informações

  • Parceria foi firmada durante solenidade no Palácio do Setentrião, sede do governo amapaense
    Parceria foi firmada durante solenidade no Palácio do Setentrião, sede do governo amapaense - Márcio Pinheiro
Queremos um Estado mais transparente e que cumpra com suas obrigações, principalmente a de proteger o cidadão. —   Waldez Góes - governador do Amapá

O Governo do Amapá e a Polícia Federal (PF) firmaram um Termo de Cooperação para o compartilhamento de recursos tecnológicos de inteligência que vão fortalecer o combate ao crime em níveis local e nacional. A assinatura do documento ocorreu na terça-feira, 14, no Palácio do Setentrião, sede do governo amapaense.

Com vigência de cinco anos, o Termo foi assinado pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e marca a integração entre as forças policiais do Estado com a PF, garantindo, assim, a integração institucional, tecnológica e de ações dos entes e forças policiais federais, estaduais e municipais, prevista no Sistema Único de Segurança Pública (Susp), do Ministério da Justiça.

O Amapá é o terceiro Estado do país a cumprir a diretriz, depois de Goiás e Pará, já demostrando o interesse da Região Norte na agilidade para a integração. O governador Waldez Góes afirmou que os estados da Amazônia Legal estão dispostos a colaborar com o Susp. “Eu presido o consórcio da Amazônia, que possui nove estados compondo institucionalmente, com inúmeras possibilidades de compartilhar informações e colaborar de forma jurídica para essa integração. Queremos um Estado mais transparente e que cumpra com suas obrigações, principalmente a de proteger o cidadão”, ressaltou Góes.

O secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Carlos Souza, reforça a importância da integração para o fortalecimento das forças policiais. “O sistema de segurança pública só funciona bem com a integração. O crime não tem fronteiras, por isso, não podemos ter burocracia na esfera estadual e federal. Precisamos fortalecer a busca e a inteligência para desarticular as organizações criminosas”, disse Souza.

Para o superintendente regional da Polícia Federal no Amapá, Dorival Ranuci, o enfrentamento ao crime organizado necessita da quebra de barreiras burocráticas entre as unidades da Federação. “As organizações criminosas não estão mais dando espaço para questões burocráticas em nosso país. O aprimoramento do serviço de inteligência necessita dessa política de integração e por isso fizemos o possível para firmar esse acordo para o compartilhamento de informações e para o desenvolvimento das nossas instituições”, afirmou o superintendente.

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