Governo lança cartilhas para orientar acesso ao crédito

  • Além do lançamento das cartilhas, foram apresentadas novas linhas de crédito do BNDES
    Além do lançamento das cartilhas, foram apresentadas novas linhas de crédito do BNDES - Marcelo Loureiro
Cartilhas orientam desde a decisão de abrir um negócio, até o acesso às linhas de crédito disponibilizadas pela Agência de Fomento do Amapá.

O Governo do Amapá e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram na quinta-feira, 25, três cartilhas com orientações aos Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte-EPP. Também foram apresentadas novas linhas de crédito especial do BNDES, voltadas às Micro e Pequenas Empresas (MPEs).

Juntas, elas somam 17,1 mil empreendimentos no Estado, com mais 27 registradas como grandes empresas e 3,3 mil de porte não informado, o total fica em 21,5 mil, segundo dados da Agência de Desenvolvimento Econômico (Agência Amapá). É este segmento que o governo quer impulsionar para retomar o crescimento da economia local afetado com a crise financeira no Brasil. Na noite anterior, foi a vez das empresas de médio e grande porte conhecerem as linhas de crédito do BNDES.

“Acreditamos que esse é o caminho para o desenvolvimento, injetando recursos e facilitando o acesso ao crédito. Este incentivo ajuda a melhorar a infraestrutura, os equipamentos e produtos das empresas gerando, assim, emprego e renda para a nossa população”, reforçou o vice-governador Jaime Nunes, durante a solenidade de lançamento das cartilhas no Super Fácil do Empreendedor, espaço criado na unidade da zona oeste de Macapá.

Financiamento

As cartilhas são ferramentas estratégicas elaboradas pela Agência Amapá, para orientação aos empreendedores desde a decisão de abrir um negócio, até o acesso às linhas de crédito disponibilizadas pela Agência de Fomento do Amapá (Afap). Já a nova linha de crédito do BNDES tem teto de financiamento no valor de até R$ 500 mil por cliente, a cada 12 meses, com prazo máximo de até 60 meses e até dois anos de carência.

Governo e BNDES estudam a possibilidade de fazer com que a contratação do financiamento seja intermediada pela Afap que é especializada na área de microcrédito promovendo o desenvolvimento social e econômico utilizando-se de recursos próprios e dos fundos do Estado. “São medidas para se estabelecer um ambiente ainda mais favorável e competitivo às EPPs, micro e pequenos empresários e microempreendedor individual”, justificou a diretora-presidente da Agência Amapá, Tânia Miranda.

O presidente da Fecomércio/AP, Eliezer Viterbino, que também ocupa a vice-presidência da Confederação Nacional do Comércio, propôs a capacitação dos pequenos empreendedores na aplicação do recurso captado com as linhas de crédito. E disponibilizou a estrutura do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) para os cursos. “98% da economia brasileira depende dos pequenos negócios. Por isso, é importante que os nossos empreendedores saibam aplicar corretamente o recurso contraído, para não ficarem prejudicados com eventuais inadimplências”, argumentou.

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