Ações da Operação Lei Seca serão constantes em Santana

  • Motoristas abordados nas barreiras são submetidos ao teste do bafômetro
    Motoristas abordados nas barreiras são submetidos ao teste do bafômetro - Philippe Gomes
  • Cap. Alves Neto alerta aos condutores que evitem conduzir veículo após ingestão de bebida alcoólica
    Cap. Alves Neto alerta aos condutores que evitem conduzir veículo após ingestão de bebida alcoólica - Philippe Gomes
As barreiras de fiscalização em Santana começaram a ser intensificadas durante o carnaval, no início de março.

Os condutores que moram em Santana ou trafegam pela cidade e têm o hábito de pegar o volante depois de ingerir bebida alcóolica devem rever essa postura. As ações da Operação Lei Seca, do Departamento Estadual de Trânsito do Amapá (Detran/AP), serão constantes no segundo maior município do Amapá.

De acordo com a coordenação da Operação Lei Seca, as blitzes realizadas pelo Detran, em parceria com a Polícia Militar, passarão a ser frequentes. “Os condutores do município não estavam habituados a serem fiscalizados dessa forma. Prova disso é que 47 condutores foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool em uma semana. E vamos continuar com as ações no município porque as pessoas estão acostumadas a irem para os bares, lojas de conveniência e outros eventos, ingerirem bebida alcoólica e retornam conduzindo seu veículo”, afirmou o capitão da Polícia Militar Francisco Alves Neto, um dos coordenadores da operação.

As barreiras de fiscalização em Santana começaram a ser intensificadas durante o carnaval, no início de março. Desde então, pelo menos quatro grandes operações foram realizadas nos principais pontos da cidade. Na semana passada, em 590 abordagens, 47 pessoas autuadas por dirigir sob efeito de álcool e três foram apresentadas à delegacia.

O condutor que é flagrado dirigindo sob efeito de álcool tem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida, recebe uma multa de R$ 2.934,70 e o veículo é retido até que um condutor habilitado possa assumir o volante. A infração é considerada gravíssima e o infrator pode ter o direito de dirigir suspenso por 12 meses.

Se o bafômetro atestar acima de 0,33 miligramas de álcool por litro de ar expelido, além de todas as penalidades já citadas, o motorista ainda é conduzido à delegacia. “Acima de 0,33 miligramas, o condutor está com sua capacidade psicomotora alterada, ele não consegue passar informação, ele dirige de forma anormal, praticando ziguezague, em alta velocidade, ou direção perigosa. Ele tem dificuldade até de ficar de pé, além de outros fatores. Nesse caso, ele está cometendo um crime, por isso, deve ser conduzido à delegacia”, detalhou o capitão Alves Neto.

A pena para esse tipo de crime, de acordo com o artigo 306, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é de detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

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