Justiça suspende realização do carnaval de Santana

  • Decisão proíbe a continuidade do carnaval no município de Santana
    Decisão proíbe a continuidade do carnaval no município de Santana
Até por volta de 23h, técnicos do CBM ainda verificavam se as inconsistências haviam sido reparadas para liberar a realização do evento

Na noite deste domingo, 3, o juiz Saloé Ferreira da Silva determinou a suspensão do Carnaval de Santana, atendendo a pedido do Ministério Público Estadual, por questões de segurança. A estrutura montada para o evento não foi aprovada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP), em vistoria realizada no sábado, 2, horas antes do início da programação. A decisão estipula multa de R$ 50 mil por dia ao prefeito Ofirney Sadala, em caso de descumprimento.

Entre as irregularidades apontadas pela vistoria do Corpo de Bombeiros no sábado estão:

1- O aterramento incompleto das arquibancadas e seu estamento foram realizados com material inadequado (cordas), bem como os pinos de encaixe das mesmas foram substituídos por amarrações feitas com arame fino;

2 - Falta do isolamento na rede de alta tensão de energia elétrica, devido esta estar próxima da passagem do trio elétrico;

3- As rotas de salda do camarote executivo possui obstáculos com altura inadequada que podem causar acidentes e os corrimões das escadas/guarda corpo estão descontínuos;

4- O camarote da boite Dimpu’s não possui saída de emergência suficiente para evacuação de pessoas;

5- E, modo geral, faltam preventivos básicos de segurança quais sejam: sinalizações de emergências para orientar a rota de fuga, iluminações de emergência e alguns extintores;

6- Não foram apresentadas as Anotações de Responsabilidade Técnicas (ART) de um dos trios elétricos, bem como havia ausência de extintores e de bloco de iluminação de emergência;

7- Segundo o croqui apresentado à Diretoria de Segurança contra Incêndio e Pânico (DISCIP) observou-se algumas estruturas como o palco principal e alguns camarotes não estavam montadas impossibilitando a vistoria nesses locais.

Assim que foram notificados da decisão, os organizadores da festa correram para corrigir as irregularidades apontadas pelo Corpo de Bombeiros e submeter a estrutura a uma nova vistoria. Até por volta de 23h, técnicos do CBM ainda verificavam se as inconsistências haviam sido reparadas para liberar a realização do evento. A Prefeitura de Santana não se pronunciou sobre a decisão da Justiça.

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