Servidores públicos de Santana aprovam greve por tempo indeterminado

  • Em assembleia geral, servidores aprovaram o início da greve por tempo indeterminado
    Em assembleia geral, servidores aprovaram o início da greve por tempo indeterminado
Manifestantes alegam perdas salariais, além da não concessão de outros benefícios.

Nesta sexta-feira, 11, os servidores públicos de Santana paralisaram as atividades pelo segundo dia. Em assembleia geral, a categoria decidiu entrar em greve por tempo indeterminado. Os trabalhadores cobram o cumprimento da data-base 2018-2019, repasse dos consignados aos bancos, retroativos, e data de pagamento dos salários.

Enquanto os servidores aprovaram o início da greve, o prefeito de Santana, Ofirney Sadala (PHS), concedia entrevista coletiva para se posicionar a respeito do movimento grevista. Sem saber da decisão dos manifestantes de entrar em greve, disse que não havia necessidade de paralisação, uma vez que já havia sido anunciada a data do pagamento do mês de dezembro para o dia 10 de janeiro, e classificou o movimento como “político”.

Sadala afirmou que a Prefeitura tem trabalhado para valorizar os servidores e destacou a aprovação da Lei da Dedicação Exclusiva. “Graças a essa lei, 30 professores da rede municipal estão em outros países fazendo mestrado. A Lei da Dedicação Exclusiva dobrou a remuneração dos servidores e permitiu que eles pudessem custear o mestrado fora do Brasil”, argumentou o gestor.

O prefeito também mencionou a redução na jornada de trabalho dos vigilantes e outros benefícios concedidos aos servidores. Quanto à realização de concursos públicos ou a concessão de novos benefícios ou reajuste, explicou não é possível por conta do limite de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estipula o teto de 60% da receita corrente líquida para gastos com pessoal em estados e municípios. A saída, segundo Sadala, é reduzir o número de contratos administrativos, o que já estaria sendo feito.

No site da Prefeitura Municipal de Santana (PMS), não é possível saber quantos funcionários temporários existem. As informações dos meses de novembro e dezembro de 2018 estão indisponíveis.

No protesto de hoje, os manifestantes se concentraram na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Santana (SSMS), percorreram algumas ruas do bairro Paraíso em direção ao prédio da administração municipal. O movimento ganhou a adesão do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sindepeap). Na volta à sede do sindicato, reuniram em assembleia geral e aprovaram o início da greve.

“Não estamos cobrando apenas o pagamento dos salários. Existem muitas perdas, que o prefeito insiste em não querer discutir com a gente. São promoções, progressões, data-base e outras questões que precisam ser discutidas. Estamos cansados de promessas. Por isso, decidimos cruzar os braços por tempo indeterminado”, desabafou o presidente do SSMS, José Conceição Batista.

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