Acusado de matar policial militar em Santana é condenado a 27 anos de prisão

  • Dois anos após o crime, Cleber Pantoja foi condenado pela morte do policial militar
    Dois anos após o crime, Cleber Pantoja foi condenado pela morte do policial militar
Vamos demonstrar e comprovar aos jurados que há elementos suficientes da certeza e da culpabilidade do Cleber como o autor do disparo da arma de fogo que vitimou o policial militar. —   Anderson Batista -promotor de Justiça

Terminou no meio da tarde desta quinta-feira, 2, o julgamento do acusado de matar o sargento da Polícia Militar do Amapá (PM/AP) Agenildo Quaresma. O crime ocorreu em outubro de 2016, no bairro Hospitalidade, em Santana. Cleber Pantoja de Lima, 22 anos, foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado, pelo assassinato do PM.

A sessão da 1ª Vara Criminal de Santana iniciou por volta de 9h30, atraso de uma hora por causa da ausência de três testemunhas, que tiveram de ser conduzidas coercitivamente.

Para o Ministério Público do Amapá (MP/AP), não restam dúvidas de que Cleber foi o autor do disparo que tirou a vida do sargento Agenildo. “Vamos demonstrar e comprovar aos jurados que há elementos suficientes da certeza e da culpabilidade do Cleber como o autor do disparo da arma de fogo que vitimou o policial militar”, argumentou o promotor de Justiça Anderson Batista de Souza, que atuou na acusação.

A defesa de Cleber defendeu a tese de legítima defesa. “Meu cliente agiu apenas para preservar sua vida e a integridade física de seus familiares. Segundo consta nos autos, o sargento fez, em média, dez disparos. Ele bateu na porta da casa do meu cliente e tentou entrar. Por isso, o Cleber reagiu”, explicou o advogado Pauhiny Pinto.

Depois que as testemunhas e o réu foram ouvidos, ocorreu a contestação oral da defesa e acusação. Em seguida, os jurados se reuniram e chegaram a um veredicto: Cleber foi considerado culpado. A juíza Mayra Júlia Teixeira Brandão leu a sentença que determinou o cumprimento de 27 anos de prisão.

O crime

No dia 26 de outubro de 2016, o sargento Agenildo foi a uma área no bairro Hospitalidade, conhecida como "Ponte do Padeiro", atrás do irmão. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o militar foi recebido a tiros. Baleado, foi socorrido e levado para o hospital. Mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu três dias depois. Cleber fugiu, mas foi preso duas semanas depois, no município de Santarém, no Pará.

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