CPI que investiga Ofirney Sadala inicia oitivas na próxima semana

  • Câmara instalou CPI para apurar possível crime de improbidade administrativa do prefeito Sadala
    Câmara instalou CPI para apurar possível crime de improbidade administrativa do prefeito Sadala
  • Genival Oliveira (PTC) defendeu prudência na condução dos trabalhos da CPI
    Genival Oliveira (PTC) defendeu prudência na condução dos trabalhos da CPI
Vamos ouvir as pessoas necessárias, juntar e analisar documentos para, depois, apresentarmos um parecer. —   Ver. Genival Oliveira - presidente da CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada na Câmara Municipal de Santana para investigar possível crime de improbidade administrativa, cometido pelo prefeito Ofirney Sadala (PHS), deve iniciar as oitivas na próxima terça-feira, 17. Pelo menos 18 pessoas devem ser ouvidas pelos membros da CPI.

O cronograma foi definido na quarta-feira, 11, durante reunião entre os integrantes da comissão. De acordo com o presidente da CPI, Genival Oliveira (PTC), os trabalhos serão conduzidos com muita cautela. “Teremos prudência na condução dessa investigação. Vamos ouvir as pessoas necessárias, juntar e analisar documentos para, depois, apresentarmos um parecer”, explicou Genival.

O prefeito Ofirney Sadala é acusado de participar de um esquema de favorecimento de empresas para obras no município. A denúncia foi feita por Melquisedeque Fernandes Pereira ao Ministério Público Federal (MPF), que recebeu cópias de documentos e gravações de diálogos feitos em novembro 2017, entre o empresário de nome José Lobato, proprietário da empresa Ponte Frio Construção e Serviços Gerais/ Mércia & Yuri Ltda – ME, e Lucimauro dos Santos, dando conta de possível intermediação de negociata quanto a valores devidos e pendentes de pagamento por parte da Prefeitura de Santana, ao primeiro citado, José Lobato, por diversos serviços prestados.

O processo ainda menciona agentes públicos em licitação e contratos de prestação de serviços fraudulentos, envolvendo verbas federais, para a realização de obras com pagamento advindo de recurso público, inclusive em imóvel residencial de propriedade do prefeito.

O denunciante ainda relata o direcionamento de serviços sem licitação, para reformas de unidades de saúde, com envolvimento de servidores públicos e a participação do secretário Municipal de Saúde a época, hoje vereador e líder do governo municipal na Casa, Alberto Negrão, que teria solicitado a contratação de serviços para as unidades de saúde Elesbão, Antônio Serieiro, Policlínica Dr. Alberto Lima, Centros de Especialidades Odontológicas e de Referência em Saúde da Mulher.

A CPI também é formada por Rarison Santiago (PRP) e Jailson Matos (PP). A comissão tem 90 dias para concluir os trabalhos, mas esse prazo pode ser prorrogado.

0 Comentários

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Cancel reply

0 Comentários

Anuncie Aqui